quarta-feira, 5 de maio de 2010

Acadêmicos de medicina fazem barulho nas ruas do Centro

Cerca de 200 acadêmicos do curso de medicina fizeram um protesto na manhã desta terça-feira, no Centro de Campos, por causa da resolução assinada pela prefeita Rosinha Garotinho, no mês passado, que prevê a não realização de atendimentos nas unidades de saúde sem a presença de um médico supervisor. Os acadêmicos também pedem a normatização da atividade. Eles não são contra o acompanhamento do profissional formado, mas querem realizar atendimentos sob a observação dos médicos, o que foi proibido com o decreto.

Segundo os estudantes, o decreto Nº 078/2010, divulgado no Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Campos no dia 19 de Abril de 2010 não foi baseado em resoluções do Conselho de Medicina e MEC.

A medida do governo municipal foi adotada após denúncia de atendimento médico realizado por um acadêmico do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Campos (FMC) no Posto de Urgência (PU) de Guarus. Mãe da paciente atendida pelo universitário, a diretora da secretaria municipal de Trabalho e Renda, Giselda Leão, foi quem comunicou o fato à prefeita e, sob orientação de Rosinha, se dirigiu à 146ª Delegacia Legal (DL) para registrar ocorrência. A prefeita ainda determinou a abertura de uma sindicância administrativa.

Da Folha Online

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estudantes param trânsito na 28 de Março


Pouco antes das 21h, no cruzamento da Avenida 28 de Março com a Rua Visconde de Itaboraí, mais conhecida como Rua do Leão, teve início manifestação dos estudantes da Universidade Federal Fluminense, reivindicando segurança nas imediações do campus, onde frequentemente ocorre assaltos. Segundo alunos, moradores de rua e usuários de droga que estariam habitando uma casa abandonada em frente ao Parque Alzira Vargas, local de passagem dos universitários, teriam puxado uma estudante da instituição para dentro do imóvel. Indignados com a situação, os alunos apoiados pela direção da instituição de ensino, percorreram as salas mobilizando os estudantes e interditaram o trânsito na Avenida 28 de Março.

A UJS-Campos esteve presente e apóia o ato dos estudantes da UFF, pois se trata de uma causa justa, envolvendo a realidade de vários universitários que diariamente necessitam passar pelo Parque Alzira Vargas para ir à universidade. Além de restringir o direito de ir e vir dos jovens.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Se liga 16! 2010 é a nossa vez!


Neste ano de eleições, a UBES mobiliza os secundaristas brasileiros a exercerem seu direito ao voto com a campanha “Se Liga 16! 2010 é a nossa vez". A partir dos 16 anos o jovem tem a chance de eleger seus representantes, definindo assim os rumos de nosso país. Como em anos anteriores, a campanha circula nas escolas e chama os jovens a participarem da festa da democracia!

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) lança por todo o Brasil o mote: “Se liga 16! 2010 é a nossa vez!”, voltado aos jovens que já podem tirar seu título eleitoral e fazer valer os seus direitos. Secundarista, se você tem 16 anos ou vai completar essa idade até 3 de outubro, já tem condições de votar, participando das eleições 2010.

“Penso que a juventude precisa entender seu papel na construção de um projeto de país”, afirma Yann Evanovick, presidente da UBES. O estudante esclarece que o “Se liga 16!” acontece em dois momentos. O primeiro objetivo é incentivar os jovens com 16 anos a tirar seu título de eleitor. Depois dessa fase, a idéia é estimular o voto consciente. “O eleitor precisa ficar atento e votar em candidatos que tenham disposição para defender os interesses do estudante, como o investimento em educação”, exemplifica Evanovick.


Tire seu título de eleitor pela internet!

A campanha “Se liga 16! Agora é a nossa vez!” já está a todo vapor. Lembre que o prazo para emitir o seu título de eleitor é até o próximo dia 5 de maio. Portanto, vá até um cartório eleitoral mais próximo de sua casa ou pela internet através do site www.tse.gov.br clicando neste link: Título Eleitoral.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Considerações sobre a Audiência Pública sobre o Trabalho Escravo e Superexploração do Trabalho pelas Usinas do RJ




Partindo da funcionalidade de uma audiência pública, sem dúvidas, esta chegou a resultados concretos, ainda que poucos. Mas avançou comparada a audiência pública sobre os royalties do petróleo, que não teve qualquer resultado efetivo. Enquanto na audiência sobre o Trabalho Escravo, o representante da Comissão de Direitos Humanos marcou reuniões junto a Superintendência Regional do Trabalho, Polícia Civil, para conhecer mais detalhes de operações e investigações relativas ao Trabalho Escravo em nossa região. Os funcionários de órgãos com a Delegacia Regional do Trabalho, após pressão dos participantes da mesa, comprometeram-se em buscar respostas como o desenrolar das operações aqui já ocorridas. Além de a população ter tido direito a voz. Os trabalhadores rurais, maioria no auditório, representados ao microfone por dois deles, que de maneira emocionante relataram seu passado e presente, já que os usineiros até hoje não cumpriram com seus direitos trabalhistas. Os jovens também tiveram presença significativa. Havia secundaristas de várias escolas como C.E. Dr. Sylvio Bastos Tavares, Colégio Batista Fluminense, Anglo, Escola Técnica Estadual Agrícola Antonio Sarlo. E universitários da UENF, UFF e Estácio de Sá, de vários cursos.

Por fim, nenhuns dos vereadores estiveram presentes no ato ou na audiência pública. Lamentável!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fotos da passeata da audiência pública contra o trabalho escravo

CTB E UJS na luta

Luiz Henrique Carneiro

Dayana e Jéssica

Gabi Mariano

CTB E UJS

Entidades participam de Ato Público e Audiência Pública sobre o Trabalho Escravo e a Superexploração do Trabalho Escravo


Nesta sexta-feira, em Campos dos Goytacazes, ocorreu Ato Público, seguido de Audiência Pública sobreo Trabalho Escravo e Superexploração do Trabalho nas Usinas do RJ,organizada pela Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, Pastoral da Terra, Observatório de Erradição do Trabalho Escravo. A audiência ocorreu em consequência do município ter liderado os índices de trabalho escravo no Brasil, em 2009.

Com concentração ocorrida na Praça São Salvador, no Centro, os participantes seguiram pela Avenida Alberto Torres até a Câmara de Vereadores, local da audiência. Estes realizaram-se de maneira altamente participativa, tendo a presença de várias entidades como Sindicato da CEDAE, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pastoral da Terra, CTB, UJS, SEPE Campos, MST, FETAG, ADUENF, diretórios estudantis.

Professora Odete Rocha considerou a audiência pública ampla e democrática, pois nela o povo teve voz.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os jovens e o Congresso da UJS

Embora forjado a partir de intensas lutas sociais, o nosso povo alcançou a unidade. Diferentemente de outras nações, e mesmo diante da nossa extensão territorial, tornamo-nos um povo uno, com uma história rica e de intensa participação popular nos destinos do país.

Conquanto as elites propagandeiem o contrário, ninguém apaga a nossa história. Desde os primórdios da escravidão, quando homens e mulheres, índios e negros, foram submetidos a uma cruel e degradante escravidão, sublevamo-nos. Essa resistência marcou a nossa formação, tornando-nos um povo resistente e capaz de superar as adversidades.

A juventude como protagonista das mudanças

Por seu idealismo e determinação, os jovens sempre estiveram à frente das mudanças no Brasil. Da resistência à colonização, aos grandes movimentos surgidos principalmente no I Império, passando pelas manifestações de cunho patriótico que marcaram a participação popular a partir da década de 40 do século passado e, ainda, a resistência à ditadura, diversas de nossas gerações contribuíram para as nossas longas e ruidosas transições.

É parte fundamental da nação que hoje somos a campanha O Petróleo É Nosso, que culminou com a criação da Petrobrás, em outubro de 1953. Desde o princípio, a União Nacional dos Estudantes mobilizou importantes segmentos da sociedade para a importância estratégica que o petróleo teria para o nosso desenvolvimento.

Os setores conservadores não tardaram em atacar as manifestações populares através da violência, buscando deslegitimar as entidades e, por muitas vezes, intervindo em seu funcionamento. Com o aumento da pressão popular pelas reformas de base, durante os anos 60, os militares – apoiados diretamente pelos EUA – golpearam a democracia, torturaram e assassinaram milhares de brasileiros e brasileiras, alguns cujos corpos jamais foram encontrados. A UBES e a UNE foram postas na ilegalidade e alguns de seus dirigentes até hoje estão desaparecidos.

Resistimos. Desde as mais diversas operações urbanas de combate à ditadura até a guerrilha do Araguaia, o povo mobilizou-se heroicamente a favor do país. Somos herdeiros dessas gerações que deram suas vidas e cujos sobreviventes até hoje se dedicam por um mundo novo. E é esse mundo novo que nos livrará da humilhante opressão do homem pelo próprio homem, que gera uma concentração fantástica de riqueza nas mãos de poucos e relega bilhões de seres humanos à miséria, subempregos, drogas, violência e prostituição. Chegamos a um estágio de concentração de renda em que 500 empresas detêm 44% do PIB mundial.

A UJS como instrumento avançado de participação juvenil

Com a fundação da União da Juventude Socialista, em 1984, a juventude encontra um espaço para se organizar e defender bandeiras que ecoariam por todo o país. Dentre as várias vitórias alcançadas, garantimos, em vários municípios, leis de meio passe estudantil, além de conquistarmos o direito à meia-entrada. No entanto, foi o movimento dos "caras pintadas" que marcou a década de 90, levando ao impeachment do presidente Collor. Milhões de jovens foram às ruas com o verde amarelo da nossa bandeira, na defesa do país.

Collor caiu. Depois dele, veio Fernando Henrique Cardoso. Com projeto de país semelhante, FHC promoveu um verdadeiro desmonte do Estado, assumindo o neoliberalismo como projeto hegemônico das elites. Sob sua gestão, perdeu a produção e ganharam os rentistas, que vivem dos juros e da especulação financeira. Esse parasitismo acentuou a nossa dívida pública, freou o nosso desenvolvimento e sugou parte importante dos investimentos sociais, agravando o quadro educacional e da saúde pública. Com o fosso que distancia ricos e pobres ainda mais ampliado, é fácil constatar quem foram os mais prejudicados.

Não cruzamos os braços. Estivemos destacadamente à frente das lutas sociais que desgastaram o ex-presidente, canalizando a insatisfação popular para a eleição de Lula, em 2002. Os jovens foram um dos principais segmentos de sustentação dessas mudanças e no desejo de construir um país melhor.

Não somente ajudamos a eleger o presidente, mas fomos peças-chave na manutenção do seu mandato, em 2005, ao derrotarmos, nas ruas, a tentativa da direita de promover o impeachment de Lula. Naquele momento, exigimos imediata alteração na condução da economia para superarmos os entraves que dificultavam o nosso crescimento. A partir daí, o governo daria uma importante guinada, que alterou o cenário do desenvolvimento e alçou milhões de brasileiros a patamares melhores de vida.

Reforçar a perspectiva por mudanças

A lição que fica é que nada veio ou vem gratuitamente. Assim como não virá. O lema do Congresso da UJS, “Para Ser Mais Brasil”, exigirá a simbiose de organização e mobilização social, principalmente dos jovens, para avançarmos ainda mais nas mudanças recentes no país.

Não basta a continuidade. Para resolução dos graves problemas nacionais - herdados de uma elite que, na maioria das vezes, projetou a inserção subordinada da nossa economia no mundo -, vai ser preciso ter mais audácia e projeto de desenvolvimento que, dentre outras coisas, avance na promoção do emprego – oferecendo oportunidades aos jovens – e eleve a qualidade e remuneração do trabalho.

Para isso, é preciso reorientar a própria capacidade produtiva do país – e as universidades e escolas técnicas/tecnológicas terão papel central na unidade P&D (pesquisa e desenvolvimento) -, elevando consideravelmente o valor agregado da produção nacional.

Nada disso será possível, no entanto, se a direita retornar ao governo federal. Serra seria uma reedição de FHC, com sufocamento da democracia – a truculência com os professores grevistas de São Paulo deixa isso claro -, subordinação dos nossos interesses aos Estados Unidos, além de recrudescimento acentuado da pobreza e da falta de perspectiva para a juventude.

Por isso, esse Congresso da UJS ganha ainda mais destaque. O nosso convite é para que cada vez mais jovens se organizem em seus espaços de convivência e de interação para que tenham maior protagonismo na vida nacional. Somos uma organização influente, mas ainda muito aquém da necessidade que o nosso projeto de mudanças exige de nós.

Confluir com os interesses de uma considerável parcela dos jovens brasileiros é uma tarefa imperiosa. A diversidade de ações em que a juventude está envolvida exige mais aplicação nossa e participação ainda mais diversificada em seu seio, que supere, principalmente, o binômio movimento secundarista/movimento universitário.

Essas frentes de atuação também merecem mais atenção. As Jornadas de Lutas são importantes instrumentos para ecoar o nosso debate na sociedade, ajustando a questão nacional com as demandas mais mobilizadoras de cada região. Não somente isso, as Jornadas são estratégicas para nós porque reforça a cultura de mobilização, essencial para a democracia e participação popular nos destinos do Brasil.

Portanto, uma UJS mais enraizada e organizada em núcleos e direções orgânicas, construindo a política mais justa e acertada que temos para a juventude, será um caminho importante para avançarmos no país que queremos. Derrotar a direita em 2010 é aprofundar o significado desse momento positivo. Como a história já mostrou, eleger o presidente não é suficiente. A hora é de envolver parcelas cada vez maiores do povo nos destinos do país.

Ramon Alvez é servidor público e militante da UJS-RN