domingo, 20 de março de 2011

Obama é persona non grata no Brasil

Os movimentos sociais brasileiros consideram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, persona non grata no Brasil e rechaçam a sua presença em nosso país.

O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da “luta ao terrorismo”. Obama tem reiterado que o objetivo fundamental do seu governo no setor externo é reafirmação da hegemonia estadunidense no mundo, inclusive na área militar.

Dizemos que Obama é persona non grata no Brasil porque, como latino-americanos, sabemos que a política dos Estados Unidos para a América Latina não mudou em nada. Não aceitamos a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela, a Nicarágua, a Bolívia e o Equador.

O governo Obama apoiou o golpe militar em Honduras, que retirou do poder o presidente legitimo Manuel Zelaya, e mantém o apoio ao atual governo de fato, que é denunciado por inúmeras violações aos direitos humanos. Como recompensa pelo apoio às forças golpistas, os EUA instalaram duas novas bases militares neste país.

Temos acompanhado a ampliação da presença militar dos EUA na região, tanto as iniciativas dirigidas a instalar novas bases militares na Colômbia, quanto a movimentação de tropas na Costa Rica e no Panamá.

A disputa pelo petróleo está no centro das guerras promovidas pelo imperialismo estadunidense. No caso do Brasil, logo após a descoberta de petróleo nas águas do Atlântico Sul, reativaram a chamada Quarta Frota de sua marinha de guerra e falam ainda em deslocar para estas pacificas águas, os navios de guerra da OTAN. As imensas reservas do pré-sal, estimadas em pelo menos 10 trilhões de dólares, atraem a imensa cobiça dos EUA. Com certeza, o ouro negro brasileiro é uma das maiores motivações da vinda do presidente estadunidense ao nosso país.

Obama também liderou a Organização do Tratado do Atlântico Norte que consagrou um “novo conceito estratégico” a partir do qual se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. Os Estados Unidos nunca abriram mão de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência.

Os EUA sob a presidência de Barack Obama falam em Direitos Humanos, mas mantém os cinco heróis cubanos presos injustamente, e reafirmam o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino. Sob Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão, e desde este país bombardeiam o Paquistão. Só nessas guerras já foram mortos dezenas de milhares de civis e inocentes. Sob o seu governo os EUA ameaçam países soberanos como o Irã, a Síria e a Coréia do Norte, e continuam em pleno funcionamento o centro de detenções e torturas de Guantánamo, mantida em território cubano de forma ilegal e contra a vontade deste povo.

Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se, sob falsos pretextos, para perpetrar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adotam a opção militar como a estratégia principal. Os Estados Unidos querem arrastar as Nações Unidas para sua aventura, numa jogada em que pretende na verdade instrumentalizar a organização mundial e dar ares de multilateralismo à sua ação militarista e imperial.

No mesmo 20 de março, dia em que Obama estará visitando o Brasil, acontecerão manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe que estão iluminando o caminho para outro mundo, livre da opressão e exploração”. O 20 de março será um Dia Mundial de Luta contra a multiplicação das bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e africano, e também de apoio à resistência palestina e saharauí. O mundo não pode tolerar uma nova guerra, agora, na Líbia!

É nesse contexto que convocamos a Plenária Unificada dos Movimentos Sociais contra a vinda do Obama, espaço onde os movimentos sociais de todo o país construiremos uma grande manifestação de repúdio à presença de Obama no Brasil com destaque para a ação que será organizada no Rio de Janeiro no dia 20 de março.

A Plenária Unificada dos Movimentos Sociais contra a vinda do Obama será realizada na próxima quarta-feira (16/03), às 18h, na sede do Sindipetro-RJ (Av. Passos, 34, próximo à Praça Tiradentes).

Abaixo o imperialismo estadunidense!



Assinam esta convocatória:

Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso

CMS - Coordenação dos Movimentos Sociais

Plenária dos Movimentos Sociais - RJ

UNE

MST

CUT

CSP-Conlutas

Intersindical

CTB

CEBRAPAZ

Sindipetro-RJ

sexta-feira, 4 de março de 2011

I Semana de Ciências Sociais da UFF em Campos

Postado por Douglas Azeredo
Diretor de Movimento Estudantil Universitário


I Semana de Ciências Sociais do Pólo Universitário de Campos dos Goytacazes 15, 16 e 17 de março de 2011, início às 18h.


MESA 1 – 15 de março, terça-feira. Licenciatura e Bacharelado no curso de Ciências Sociais: Formação e Mercado de Trabalho. Mediador: Prof. Flávio Sarandy Componentes: Prof. José Luiz Vianna, Prof. Hernán A. Mamani, Prof. George G. Coutinho, Profª. Gabriela Scotto, Profª. Gláucia Mouzinho, Profª Eloiza Neves e Prof. Marco Brandão. Filme: 5x Favela - Agora por nós mesmos ("Fonte de renda") Brasil, 2010


MESA 2 – 16 de março, quarta-feira. Gerações e Gênero enquanto Objetos de Estudo das Ciências Sociais. Mediador: Prof. Augusto César F. de Oliveira. Componentes: Prof. Carlos Eugênio Soares, Profª Geovana Tabachi, Profª. Jussara Freire, Prof. Leonardo S. dos Santos, Leonardo P. Almeida e Profª Andréa B. Osório. Documentários: Acorda Raimundo, acorda (Brasil, 1990) e Dona Maria, muito prazer (Brasil, 2006)


MESA 3 – 17 de março, quinta-feira. 8 Anos de Governo Lula: A Esperança Venceu o Medo? Mediador: Prof. Valdemar Figueredo. Componentes: Prof. Fábio R. Mota, Prof. Cléber Andrade, Profª. Gisele Reis, Prof. Victor Leandro, Profª. Natália Reis e Prof. José Henrique Organista. Trechos selecionados de: I) ABC da greve (Leon Hirszman, 1990) II) Historia do Brasil - Redemocratização (Boris Fausto, 2008) III) Entreatos (Moreira Salles, 2004)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ministério destina 200 milhões para hospitais universitários

Postado por Douglas Azeredo

Diretor de Movimento Estudantil Universitário



Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Saúde disponibilizou recursos no montante de R$ 200 milhões para 45 hospitais universitários, em diversos estados, para o exercício deste ano. A medida faz parte do programa nacional de reestruturação e revitalização dos hospitais universitários federais integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria foi publicada hoje (25) no Diário Oficial da União.

O valor, que será incorporado ao teto financeiro anual dos estados, municípios e do Distrito Federal, será repassado a partir de março pelo Fundo Nacional de Saúde. Os recursos serão transferidos em três parcelas, até maio.

Os hospitais funcionam como centros de formação de especialistas e de qualificação. De acordo com o Ministério da Saúde, os hospitais universitários são importantes para o atendimento de média e alta complexidade (consultas, exames, cirurgias e tratamentos mais complexos).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aviso - MENF Apresenta:


Movimento das Palavras
Lançamento da segunda edição do livreto de poesias do MENF

Lançamento da segunda edição do livreto Movimento das Palavras contará com uma série de atividades culturais que será iniciada no dia 24 de Fevereiro com apresentação da peça Domesticados, apresentação musical, sarau de poesia e pintura ao vivo.

Local: Esquina MPBar
Inicio: as 21h

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mulheres são maioria entre jovens fora da escola e do mercado de trabalho

Postado por Gabriella Mariano
Presidente da UJS-Campos


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Parte da população de 18 a 24 anos do país faz parte de um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.

Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas (43,5%) era casada em 2008.

Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz.

Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento/ maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”.

Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar.

“A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta.

Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica.

Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente, menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

UJS-RJ lança nota de solidariedade às vítimas das chuvas

A UJS do Rio de Janeiro lançou uma nota de solidariedade ao povo da região serrana do Rio de Janeiro em face das chuvas que provocaram mais de 500 mortes e deixou milhares desabrigados.

Na nota, a UJS-RJ relembra que tragédias como essa se repetem a cada ano em diferentes lugares, “todos pelo mesmo motivo: a ocupação urbana desordenada causada pelo desenvolvimento desigual do capitalismo”. Veja abaixo a íntegra da nota.

Nota de solidariedade ao povo da região serrana do Rio de Janeiro

A União da Juventude Socialista se solidariza com o povo da região serrana do estado do Rio de Janeiro. Este é um momento de muita tristeza e merece toda a atenção da sociedade brasileira.

Infelizmente, a tragédia que acaba de acontecer no Rio de Janeiro não é fato isolado no plantel das grandes catástrofes de nosso país. Para citar apenas os últimos grandes casos, em 2008 a tragédia foi em Santa Catarina, em 2010 em Angra dos Reis, em 2011 na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Sem falar nas enchentes que acontecem todos os anos em São Paulo. Todos pelo mesmo motivo: a ocupação urbana desordenada causada pelo desenvolvimento desigual do capitalismo.

Em síntese: (1) o desenvolvimento econômico traz indústrias para certas localidades até então despreparadas; (2) a indústria cria grande demanda de mão de obra; (3) nem o município, tampouco a indústria se preocupam com a criação de moradia digna para esses trabalhadores; (4) os trabalhadores mais pauperizados são obrigados a construir moradias em locais de alto risco; (5) o desastre é a iminente conseqüência.

O desenvolvimento econômico de cada município não pode estar desconectado de seu desenvolvimento social. Algumas autoridades, como o ex-governador José Serra, costumam vir a público dizer que a culpa seria da natureza. Uma desculpa parecida com a do economista que na década de 80 disse que o plano cruzado deu errado por causa de uma variável que ninguém pensou: a política. Do mesmo modo que temos que conviver com a política (não podemos descartar essa variável) temos que conviver em harmonia com a natureza. E estarmos preparados para ela. Tanto o Japão quanto Cuba, por exemplo, são vítimas de terremotos e furacões sem que haja a mesma quantidade de vítimas que há no Brasil.

Ao capitalismo cabe criar condições desiguais e tragédias como essa. Aos socialistas cabe lutar para que o Estado não permita que tragédias como essa se repitam.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Praia do Flamengo 132, nada será como antes


Em evento com a participação do presidente Lula, governador Sérgio Cabral, arquiteto Oscar Niemeyer, além de diversas autoridades, UNE e UBES comemoram o lançamento da pedra fundamental que reerguerá seu prédio na zona sul do Rio



A funcionária pública Maria Arlinda de Castro, 68 anos, moradora da Praia Flamengo no Rio há mais de 40, ajeitava-se na grade de proteção montada em frente ao número 132, na tarde dessa segunda-feira, 20 de dezembro. Ao seu lado, chegavam centenas de curiosos, vendedores ambulantes, turistas e outras pessoas cuja atenção se prendia no enorme painel de 18 metros de comprimento e 6 de altura, montado em frente ao endereço e onde se impõe uma foto do ex- lider estudantil e presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) Honestino Guimarães, um dos muitos desaparecidos políticos da ditadura militar.

Muita gente não entendia ainda a movimentação e alguns burburinhos davam conta da visita do presidente da republica mais positivamente aprovado desde a redemocratização: “Lula vem aí”, ouvia-se. No entanto, a maioria não sabia o que aconteceria dentro daquele terreno, que por muitos anos abrigou somente um estacionamento. Dona Maria Arlinda sabia. No dia primeiro de abril de 1964, ao voltar do trabalho por volta das 19h, ela percebeu que o trânsito estava interrompido. Descendo a pé e caminhando em direção ao número 132, viu o prédio da UNE e da UBES pegando fogo, destruído pela ditadura militar recém- instalada no país: “Foi muito triste e chocante”, relata.

Depois disso, dona Maria Arlinda testemunhou todo o período de perseguições da ditadura, acompanhou a proclamação do AI-5, viu pessoalmente a sede dos estudantes ser demolido em 1980, acompanhou a redemocratização do país em 1985, votou cinco vezes em Lula para presidente e, nessa tarde, retornou ao endereço numero 132 para vê-lo inaugurar as obras que reconstruirão o prédio da UNE e da UBES. De acordo com o projeto de lei 12.260, de 21 de junho de 2010, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, o Estado Brasileiro reconhece a responsabilidade pelo incêndio e demolição da casa dos estudantes, investindo agora em sua reparação.

Chegadas

Em frente ao terreno e por suas imediações, onde o trânsito estava interrompido e diversos carros de reportagem se amontoavam, balões ornamentavam a entrada e capacetes de construção da UNE e UBES eram distribuídos aos convidados. Entre ele muitos e emocionados ex-presidentes das duas entidades como José Frejat (1950), Aldo Arantes (1961) Jean Marc Von der Weid (1969), Wadson Ribeiro (1999), Gustavo Petta (2003 e 2005), Orlando Silva (1995), Lindberg Farias (1992), Thiago Franco (2006), Marcelo Gavião (2004), além de um dos fundadores da UNE, Irum Santana e da ex-esposa de outro, Francisca Talarico, que foi casada com José Gomes Talarico, falecido no início de dezembro. Francisca foi homenageada no evento e recebeu uma placa.

O clima de confraternização entre as gerações é brevemente interrompido com a chegada do arquiteto Oscar Niemeyer, que completou 103 anos de vida recentemente. Erguem-se as mãos de todos em aplausos ou empunhando câmeras e celulares para registrar uma imagem do homem que desenhou Brasília e que, também, generosamente cunhou o projeto da nova sede da UNE e UBES no local.

A agitação na Praia do Flamengo, 132 já era completa quando chegou o presidente Lula, acompanhado de sete ministros, do governador do estado do Rio Sérgio Cabral, do prefeito da capital Eduardo Paes, de deputados e senadores, além de outras autoridades. Aos poucos, as pessoas foram se ajeitando dentro do terreno, entre elas Dona Maria Arlinda. O escritor Arthur Poerner, talvez o maior conhecedor da história do movimento estudantil brasileiro, lembrou-se de outra visita de Lula ao local em 2008 e cochichou uma importante observação “É a primeira vez na história do Brasil que um presidente visita, duas vezes, a sede da UNE”.

Dia histórico
Se ainda havia alguém no local ainda não contaminado pela palpitação de um dia histórico, foi obrigado a render-se com a exibição de um vídeo contando a história do movimento estudantil e da sede na Praia do Flamengo. O telão homenageou jovens como Helenira Rezende e Honestino Guimarães, enquanto o público gritava “presente” a cada nova foto mostrada. Ao final da exibição, e ainda antes do presidente da UNE Augusto Chagas dizer as primeiras palavras, o coro da platéia já tomava conta de todo espaço: “A nossa história ninguém apaga, UNE e UBES de volta para casa”.

Augusto comemorou a presença de tantos personagens históricos do movimento estudantil no evento: “Essa platéia é a cara da UNE, com toda amplitude de idéias e pessoas que fazem a nossa luta por todos esses anos”. O presidente da UNE ressaltou, sob aplausos, que o projeto de lei que permitiu a indenização para reconstrução da sede não foi questionado por nenhum parlamentar de nenhum partido político. Dirigindo-se a Lula, afirmou: “Alguns não entendem a nossa relação presidente, confundem com subserviência, mas nós sabemos muito bem que essa reparação não representa favor ou agrado de ninguém, isso é justiça e nós reconhecemos a sua grandeza por ser sensível a isso”.

O presidente da UBES, Yann Evancovick fez questão de homenagear aqueles que tombaram e perderam suas vidas na esperança de retornar à Praia do Flamengo 132: “Quando este prédio se reerguer, se erguerão juntos os sonhos daqueles que por aqui passaram, que lutaram por esse momento que agora vivemos”. Lembrou também que a reconstrução da sede irá revigorar as lutas do movimento estudantil no próximo período. “Quero inclusive te convidar, presidente Lula, para a nossa jornada de manifestações no mês de março, por bandeira como 10%
do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação brasileira”.


Lula e os estudantes
Antes de tomar a palavra, Lula vestiu o capacete da UNE e inaugurou a pedra fundamental do novo prédio e conheceu a nova maquete do projeto. Assim que começou a falar, fez questão de render efusivos elogios a Oscar Niemeyer, aplaudido de pé por todos os presentes: “Niemeyer é motivo de orgulho para todos nós e uma lição àqueles, muito mais novos, que às vezes se mostram indispostos ou cansados para ir a uma passeata, uma assembléia ou outra atividade importante”, disse o presidente.


Muito à vontade, Lula também ressaltou que a relação de seu governo com os estudantes não envolveu complacência de nenhum dos lados: “O que fizemos foi um pacto para criar uma pequena revolução na educação desse país”, afirmou, referindo-se depois a programas como o Prouni e o Reuni, amplamente discutidos com o movimento estudantil e que permitiram a entrada de milhões de jovens nas universidades brasileiras. “Nenhuma decisão do nosso governo foi tomada sem consultar vocês”.

O presidente também deixou sua homenageou os jovens que perderam suas vidas durante o período da ditadura militar: “Precisamos aprender, na verdade, que quando um companheiro tomba, ele precisa nos inspirar a continuar lutando, ser a marca da nossa luta ate conseguirmos. O que vocês estão conquistando hoje é muito mais do que um espaço para uma sede, o que se ganha aqui hoje é um espaço para consolidar a democracia no Brasil”.

Em tom de despedida, o presidente finalizou: “Aproveitando que este é meu ultimo pronunciamento para os estudantes brasileiros, queria dizer que foi uma grande honra estar ao lado de vocês. Vou carregar uma lembrança extraordinária disso tudo até o ultimo dia da minha vida”.

Nada será como antes
Encerrada a atividade, depois que o presidente desceu do palco e conseguiu vencer, carinhosa e pacientemente, a avalanche de abraços, beijos e outros afetos do público, a Praia do Flamengo podia, enfim, começar a voltar à normalidade. A empresa de trânsito liberava as pistas, as equipes de reportagem retornavam as redações para produzir as matérias, as autoridades deixavam o local nos carros oficiais. Alguns ex-presidentes da UNE, amigos e apoiadores estenderam a comemoração no Boteco da Praia, que fica logo ao lado do terreno, até a meia noite.

No entanto, quando a noite realmente caiu, o que sobrou de tudo foi apenas o gigantesco painel de Honestino Guimarães em frente ao número 132. Muitos que passam pelo local agora devem estar se perguntando o que representa aquela bela foto de um jovem, de punhos erguidos, indiscutivelmente convicto, com um semblante forte e positivo.

A resposta está lá dentro do terreno, grafada no texto da pedra fundamental que foi inaugurada:

“O poder imaculado dos jovens
o traço de Oscar Niemeyer
e a rebeldia desta pedra
dizem que a casa dos sonhos invencíveis
nunca será derrubada

Em memória a todos que fazem parte desta história
Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2010”


A casa dos sonhos inesquecíveis
Quarenta e seis anos depois, hoje é o dia em que marcamos a pedra fundamental das obras para reerguer essas paredes e reabrir as portas e janelas da chamada “casa do poder jovem”.

Mais um capítulo se encerra para que outro se inicie, mais uma demonstração da vitalidade da juventude brasileira. Aqui, neste histórico pedaço de chão no Rio de Janeiro, começa a reforma da “casa da resistência democrática”.

A aprovação por unanimidade no Congresso Nacional do projeto de lei 22.260/ 2010 reconheceu corajosamente a dívida do estado brasileiro com seus estudantes durante um regime de exceção que ousou vencer a primavera, ceifando-lhe as flores.

No entanto, os sonhos daqui nunca saíram. Foram invencíveis. Não há como deter a alvorada, por mais escura que seja a noite. Em breve, os traços de Oscar Niemeyer darão vida a uma conquista de gerações.

Agradecemos a vocação democrática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, personagem fundamental em todo esse processo sempre acreditando na volta definitiva da UNE e da UBES para o seu lar, na Praia do Flamengo, 132.

Mãos a obra!

Da Redação

Do Blog da UJS Ceará

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Leia a íntegra do 1º pronunciamento da presidente eleita Dilma

Poucas horas depois de ser anunciada vencedora das eleições presidenciais de 2010l, Dilma Rousseff fez um firme e emocionado pronunciamento público, em defesa da continuidade do governo Lula. “Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda”, declarou.

Segundo Dilma, “passada a eleição, agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos, agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país”.

Confira abaixo a íntegra do pronunciamento de Dilma:

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui.

Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.

Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.

Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.

É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.

A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.

Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública. Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.

Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.

Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades. Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais. Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.

Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental. Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política. Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.

Saberei consolidar e avançar sua obra. Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada!

Fonte: http://www.vermelho.org.br/

7ª Bienal da UNE já tem data e local confirmados

Cidade da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 recebe mais de 10 mil estudantes do Brasil e da América Latina entre os dias 18 e 23 de janeiro de 2011.

O maior e mais aguardado festival estudantil da América Latina já tem data, tema e local definidos. Dando início à série de grandes eventos que a cidade do Rio de Janeiro sediará nesta década – incluindo a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016 - a 7ª Bienal da UNE acontecerá entre os dias 18 a 23 de janeiro de 2011. Os seis dias de evento terão atividades culturais, científicas e esportivas espalhadas por diversos espaços da capital carioca. A principal parte da programação estará concentrada no Aterro do Flamengo, imenso complexo de lazer com projeto paisagístico de Burle Marx, e na Lapa, reduto histórico da boêmia cultural e festiva, marca característica do Rio.

São esperadas mais de 10 mil pessoas para o evento, que na sua sétima edição homenageia o samba com o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”. Segundo o presidente da UNE, Augusto Chagas, a Bienal será, como sempre, ampla e plural: “É o espaço para o encontro de todas as juventudes em suas mais diversas expressões, um evento com potencialidade de divulgar as produções artísticas e culturais dos estudantes de todas as regiões do Brasil. É, também, o momento da UNE dialogar com outras manifestações, como a ciência, a tecnologia, e o esporte, que terá papel destacado desta vez”, declara.

“Brasil no estandarte, o samba é meu combate” - Ao longo de 11 anos, as bienais já pautaram a herança africana na cultura do país, os vínculos do Brasil com a América Latina, a cultura popular e as raízes de formação do povo brasileiro. A 7ª Bienal representa um amadurecido trajeto em busca dessa compreensão. Nessa edição, a União Nacional dos Estudantes privilegia o samba como elemento icônico da brasilidade, buscando, para além da sua história musical, entender como se apresenta nas dimensões sociais, críticas e estéticas da nação.

Segundo o diretor de Cultura da UNE e coordenador-geral da 7ª Bienal, Fellipe Redó, o festival apresentará um olhar sobre o samba que ultrapassa sua imagem puramente festiva ou carnavalesca. “Nos inspiramos no gênero musical tido como uma marca de trocas sociais, uma possibilidade autêntica de valorização da brasilidade, o estilo de vida, os lugares e os personagens que fazem do samba o seu relato mais íntimo do dia-a-dia e a sua manifestação maior de combate. Muito mais do que música, samba é o jeito de viver, gingar, pensar e decidir”, reflete.

CUCA da UNE celebra 10 anos - A 7ª Bienal celebra também os 10 anos do Circuito Universitário de Cultura e Arte, o CUCA da UNE, uma das mais instigadoras experiências do movimento estudantil que foi inovadora no conceito de formação de uma rede interligada de Pontos de Cultura país afora. O CUCA, criado a partir da 2ª Bienal, em 2001, no Rio de Janeiro, retorna à cidade para comemorar uma década de valorização da produção cultural nacional no interior das universidades, reunir “cuqueiros” de todo o Brasil e propor novas frentes de ações para o próximo período.

13º CONEB da UNE - Como atividade integrada à 7ª Bienal, ocorrerá entre os dias 14 a 17 de janeiro, no Riocentro, o 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE. O CONEB é um dos mais importantes fóruns de deliberação do movimento estudantil e reunirá as principais lideranças dos Diretórios e Centros Acadêmicos de todo o Brasil. O tema em debate “A universidade necessária” vai envolver cerca de 3 mil estudantes em mesas e grupos de discussão para refletir sobre o sentido da universidade nos tempos atuais e a projeção de um novo Brasil a partir da educação.

Como inscrever o seu trabalho na 7ª Bienal - A partir de um qualificado rol de convidados e mesas-redondas, grandes atrações culturais, assim como da transversalidade de linguagens como música, cinema, teatro, arte digital, literatura e artes visuais, a 7ª Bienal da UNE se consolida como o principal instrumento para o mapeamento e difusão da cultura produzida por estudantes de todo o Brasil.

Para inscrever o seu trabalho na áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas basta ler o regulamento da 7ª Bienal e fazer o cadastro nos formulários disponíveis no site Estudantenet. As propostas podem ser enviadas até o dia 30/11/2010 e o resultado dos selecionados será divulgado no portal www.une.org.br. Pelo Twitter @bienaldaune, os seguidores poderão acompanhar outras informações. Em breve será lançado também o hotsite da Bienal. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail bienal@une.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Por Estudantenet.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É daqui a pouco: Ato Público dos Profissionais da Rede Municipal de Educação

A categoria dos profissionais da educação da rede municipal de Campos, irá paralisar suas atividades amanhã (21/10). A paralisação será de 24 horas, sendo que, no final da tarde será realizado um Ato Público, com saída do Auditório da FDC em direção ao centro de Campos.

A paralisação das atividades nas escolas do município foi aprovada em assembléia em 16/09 pela categoria.

Reivindicações da categoria de educação:

* Aplicação do Plano e Cargos (enquadramento por formação acadêmica; inclusão dos animadores culturais e auxiliares de secretaria, etc.);
* FUNDEB – Transparência na aplicação do recurso, sendo que, no mínimo de 60% da verba seja em remuneração mensal do profissional da educação;
* Eleição para diretores de escolas;
* Convocação dos profissionais da educação de 2008, para suprir a carência existente na rede municipal de ensino.
*Reativação das escolas fechadas em 2010, pelo governo municipal;

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Manifesto das juventudes com Dilma

Qui, 14/10/10 09h59

Em reunião, juventudes partidárias firmaram manifesto apoiando Dilma Rousseff. Confira o documento:


O primeiro turno da eleição presidencial mostrou uma grande disposição do povo brasileiro de dar seguimento as mudanças que o Governo Lula iniciou no Brasil.

A juventude protagonizou as principais mudanças históricas ocorridas no Brasil, como os caras-pintadas e as duas eleições de Lula, e nesta eleição não tem sido diferente. Os brasileiros com idade entre 16 e 35 anos representam 40% do eleitorado, e tiveram um papel fundamental neste primeiro turno, votando massivamente para o Brasil seguir mudando e para construir uma nova cultura política no país.

Agora, neste segundo turno, está nas mãos dos jovens o Brasil que nós queremos. Se voltamos para os anos em que a juventude não era levada a sério, ou se damos continuidade a este que é o governo das oportunidades para todos.

E neste momento, não podemos vacilar!

O que está em jogo neste segundo turno são dois projetos de Brasil:

De um lado, o projeto neoliberal que diminuiu a soberania nacional, vendeu o patrimônio brasileiro, sucateou a universidade pública, proibiu a criação das escolas técnicas federais e aumentou o desemprego entre os jovens. Com eles, a juventude nunca esteve tão marginalizada.

E de outro, o Brasil das oportunidades. O Brasil dos jovens no ensino superior, com as novas universidades federais, o Reuni e o Prouni; o Brasil dos jovens com qualificação e acesso ao mundo do trabalho, com as novas escolas técnicas, os milhões de empregos gerados e o Projovem; o Brasil do Pré-Sal, da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Com Lula e Dilma, a juventude protagoniza o desenvolvimento do país.

Agora, vamos construir uma grande mobilização, mostrando o quanto esta eleição é importante para o presente e o futuro da nossa geração.

Em cada escola, cada universidade, cada praça, cada local de moradia e trabalho, a juventude vai dar o tom do segundo turno, com muitas atividades, ocupando as ruas do Brasil. Vamos realizar muitas panfletagens, caminhadas nos grandes centros urbanos, montar comitês e produzir debates nas universidades e escolas, montar bancas de divulgação nas principais praças das cidades.

Na internet, vamos movimentar as redes sociais, com um debate qualificado, sem baixarias, apresentando tudo que o Governo Lula fez para mudar a vida do jovem brasileiro para melhor, e tudo que Dilma fará para que tudo isto siga acontecendo e que tenhamos muito mais!

Vamos conquistar os votos daqueles que sabem que os demo-tucanos não representam o caminho para um Brasil melhor, mais justo, soberano e sustentável.

Vamos conquistar os votos daqueles que sonham com o Brasil melhor a cada dia, que Lula começou e Dilma vai continuar e fazer muito mais!

Agora é Dilma Presidente, para o Brasil seguir mudando com a força do povo e da juventude!

UJS-Campos: primeira força à ir para as ruas de Campos neste segundo turno

Por quê os alunos do IFF votam em Dilma?

Luana Carvalho, 21 anos, aluna do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza: "Lula foi um ótimo presidente, acredito que Dilma também será".

Maria Eduarda, 17 anos, aluna do curso técnico de Química: "Voto em Dilma porque sou a favor da expansão das escolas técnicas e universidades federais".

Paulo Henrique, 17 anos, aluno do curso técnico de Eletrônica: "Voto em Dilma pela continuidade do governo Lula".



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Com Ato Pró-Dilma, UJS-Campos, lança campanha de Dilma no segundo turno









Após vitoriosa campanha no primeiro turno em que a União da Juventude Socialista (UJS) de Campos declarou publicamente seu apoio à Professora Odete, hoje a entidade se antecipou, sendo a primeira força política a ir às ruas e lançar a campanha de Dilma Rousseff no município.



A concentração ocorreu às 17h no portão de acesso dos estudantes do IFF – Campus Centro. Iniciada a atividade os militantes dividiram-se entre o ponto de concentração e o semáforo da Avenida 28 de Março com Rua Barão da Lagoa Dourada, realizando adesivagem nos carros, enquanto o outro grupo abordava os estudantes, conversando e distribuindo material de Dilma.


Segundo a presidente da UJS-Campos, Gabriella Mariano, “a entidade saiu vitoriosa e fortalecida do processo eleitoral do primeiro turno e pretende manter o ritmo com atividades em locais estratégicos a fim de ampliar a vantagem de Dilma no município, principalmente entre a Juventude”.


Daqui a pouco, declarações de jovens que votam em Dilma.

Pesquisas apontam necessidade de mobilização intensa

Qui, 14/10/10 09h05

Redução de vantagem de Dilma Rousseff nas pesquisas demonstra que as atividades da militância serão decisivas no dia 31.


Depois de contrariadas todas as previsões dos institutos no primeiro turno, as novas pesquisas referentes às eleições presidenciais trazem um cenário de disputa acirrada para o dia 31 de outubro. Segundo números do Ibope divulgados na quarta-feira passada, Dilma Rousseff tem 49% das intenções de voto, contra 43% de seu adversário, José Serra. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento traz ainda que Dilma conta com 53% dos votos válidos. Resultado semelhante apresenta o Vox Populi, que indica, no entanto, uma vantagem maior da petista, com 48% das intenções de voto e 54,5% dos votos válidos para Dilma. Nesta quinta-feira, o CNT/Sensus mostrou Dilma com 46,8% e Serra com 42,7% - o placar de votos válidos é de 52,3% a 47,7%.

Ambos os estudos foram realizados sob a influência do primeiro debate, promovido no último domingo pela Rede Bandeirantes. Dilma, segundo o Vox Populi, teve bom desempenho e, para 37% dos que assistiram ao programa, saiu vitoriosa. Mais que isso, a participação representou o início da retomada da agenda de campanha por parte de Dilma. Ela citou, por exemplo, o caso do ex-assessor tucano Paulo Preto, suspeito de ter desaparecido com R$4 milhões do caixa do PSDB e que, até 2009, foi o homem forte da Dersa em obras do governo paulista, estas também com fortes indícios de irregularidades. Assim, Dilma forçou a imprensa a tratar de assunto indigesto às redações e ao candidato preferido da mídia. Outra fala de Dilma bastante presente nas discussões políticas é o #serramilcaras, que ironiza as contradições constantes do discurso de José Serra.

Com Dilma novamente pautando o noticiário, é estratégico que a militância arregace as mangas e intensifique as atividades de campanha. Algumas delas, aliás, já foram convocadas pelas juventudes que compõem a base aliada da candidata. Na sexta-feira, dia 15, São Paulo irá contar com ato político que marcará o o lançamento das propostas Educação, Juventude e Ciência e Tecnologia: Educação de Qualidade da Creche à Pós-Graduação. Após o evento, sediado no Palácio do Trabalhador a partir das 14h, haverá caminhada e panfletaço pelas ruas da capital paulista.

No dia 18, artistas apoiadores de Dilma irão realizar encontro no Rio de Janeiro para formalizar o apoio à petista. Nos dias 20 e 22 de outubro, haverá caminhada e panfletaço nas ruas de Belo Horizonte e Porto Alegre, respectivamente – na capital gaúcha, teremos a participação da deputada reeleita Manuela d’Ávila. Já no dia 27, outra vez os cariocas vão promover grande mobilização, levando a #ondavermelha às ruas da capital fluminense.

O site Galera da Dilma concentra e divulga as principais ações. Portanto, vale ficar sempre ligado na agenda, intensificando a militância e ajudando na vitória de Dilma pelo Brasil.

Agenda:

- Dia 15, às 14h em SP: Ato Político com a Juventude para a entrega das propostas Educação, Juventude e Ciência e Tecnologia: Educação de Qualidade da Creche à Pós-Graduação. Local: Palácio do Trabalhador - Rua Galvão Bueno, 782 - Liberdade - Metrô São Joaquim. Após o evento, caminhada e panfletagem.

- Dia 18, às 20h no RJ: Ato com artistas em apoio à Dilma. Local: Teatro Casa Grande - Rua Afranio de Mello Franco, 290 - Leblon.

- Dia 20, em MG: Caminhada e panfletaço em Belo Horizonte.

- Dia 22, no RS: Caminhada e panfletaço em Porto Alegre, com a deputada eleita Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).

- Dia 27, no RJ: Caminhada da juventude pela vitoria no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Era uma casa abandonada


Casa abandonada para estudante vira morada!

Campos, hoje, é um grande polo universitário. E ainda assim, nunca houve uma política pública para os estudantes que carecem de infraestrutura e incentivo. Por isso, nós Universitários (IFF, UENF e UFF) estamos ocupando a casa, por motivos acadêmicos, situada na Rua Jose do patrocínio-Centro. Esquina com a Rua Alzira Vargas.
Já que a mesma, hoje, não cumpre sua função social. Abandonada há anos, não paga impostos e serviria de grande valia para nós.
Portanto, reivindicamos:
• Alojamento e casa de passagem – Mais de 50% dos alunos são oriundos de outras cidades ou até mesmo estados.
• Restaurante Universitário (bandejão) – Necessitamos de um lugar onde possamos fazer nossa refeição diária e barata.
• Espaços para diretórios e Centros acadêmicos – Não há nas faculdades um espaço para este fim.
• Pré-vestibular social – Para que estudantes tenham acesso a um pré-vestibular gratuito e com qualidade.
• Espaço Cultural – Um local para palestras, exposições, sarais, biblioteca e ações sócio-ambientais.

“Na minha escola não tem personagens, na minha escola tem gente de verdade”. Renato Russo

Foto: Blog do Núcleo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

UJS 26 anos: quem fez e quem faz nossa história

Confira o depoimento de militantes e ex-militantes que fortaleceram a UJS nesses 26 anos de luta pelo Brasil.

São mais de 100 mil filiados, atuando em diversas frentes. Nascemos com as Diretas Já, encabeçamos os “Caras-Pintadas”, combatemos o neoliberalismo de FHC e tivemos papel de destaque na campanha por Lula em 2002. Defendemos as bandeiras da juventude e lutamos pelo Brasil. Essa é a União da Juventude Socialista, que completa 26 anos nesse 22 de setembro e que tem muita história para contar, como mostram os depoimentos abaixo.

"Militei na UJS até 2003. Com esta turma, enfrentamos os piores ataques aos direitos do povo e da juventude brasileira, durante a época do neoliberalismo tucano. Foi também na UJS que retomamos a capacidade de sonhar com o Brasil melhor, a partir da eleição de Lula em 2002. Foi por conta da minha trajetória na UJS que assumi a responsabiidade no Governo Federal para contribuir com sucesso do Governo Lula. Com certeza, será ao lado da UJS que vamos seguir avançando a partir de 2011. Quer mudar o Brasil? Não fique só na vontade! Participe da UJS."

Danilo Moreira
Presidente do Conselho Nacional de Juventude - Conjuve
Secretário-Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude

"Quando a UJS completou 25 anos, ano passado, fizemos uma super festa, homenagem etc. e tal. No meio de toda aquela confusão, eu parei pra me perguntar o que era 'amar' a UJS. Na mesma hora meu coração sentiu uma alegria tão imensa, uma vontade tão grande de viver, de mudar o mundo, de ser jovem, de acreditar num outro futuro, que me encheu os olhos. Parei pra pensar como era possível as pessoas doarem suas vidas para um projeto como esse. Encontrei a resposta ao entender que a UJS não é só uma entidade, ela é um amor fraterno, que nos move acima de todas as dificuldades. E, se for como disse o camarada Che: 'o verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor', a UJS é a expressão do nosso amor pela revolução! Parabéns por mais esse ano de luta! U-J-S!!!!

Marina Cruz
1ª Secretária da UEE-SP
Coordenadora do Coletivo Universitário Estadual da UJS “Helenira Rezende”

"Tenho 26 anos, quando eu nasci a UJS estava nascendo junto comigo. Faz 10 anos que dedico a minha vida a esta que é uma das maiores organizações de luta juvenil do país. Ser da UJS é saber que só mudamos a historia de nosso país porque a UJS faz da sua historia a luta por um Brasil diferente!"

Carlos Eduardo
Presidente da UEE-SP

“Muita força pra UJS nos seus 26 anos. Tenho muito orgulho de ter sido membro de sua Direção Nacional e mais ainda de ter representado a UJS mundo afora como Relações Internacionais. É sempre gratificante perceber como nossa juventude é reconhecida lá fora pela sua capacidade de sintetizar a alegria e a combatividade, a força e a sensibilidade na construção de um Brasil novo. Viva a UJS!”

Ana Maria Prestes Rabelo
Membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial de Belo Horizonte

"Saudações, camaradas! Para mim, enquanto presidente do diretório municipal do Partido Comunista do Brasil, em Petrópolis/RJ, é motivo de muito orgulho poder saudar os integrantes da União da Juventude Socialista, a nossa querida UJS, companheira de lutas e, mais do que isso, de vitórias! Parabéns pelos 26 anos!"

Renato Freixiela
PCdoB Petrópolis/RJ


"Ser UJS é ver e amar o Brasil de uma forma diferenciada, de uma forma que só a juventude entende, vê e sente. É canalizar nossa rebeldia consequente, característica existente em todo revolucionário, pra transformar mentes e corações! Via a juventude, viva o Brasil, viva a UJS!"

Vander Rodermel
Presidente da União Catarinense dos Estudantes


"Parabéns à UJS pelos 26 anos em defesa do Brasil, da juventude e do Socialismo. Tenho orgulho de fazer parte dessa história! Aqui no Espírito Santo estamos juntos na luta por 50% do pré-sal para a educação. Podem contar comigo."

Neto Barros
Deputado estadual do Espírito Santo
"Queria parabenizar a gloriosa União da Juventude Socialista por mais este aniversário. Conheci a UJS no já longíguo final dos anos 90, época de oposição ao governo FHC. A UJS me abriu portas, fez olhar o mundo de maneira diferente e para melhor. Também via UJS, conheci muita gente, fiz amigos, não fiz inimigos (o que é muito importante), namorei, terminei, namorei de novo... Enfim, essa escola de Socialismo mudou a vida de muita gente, mudou a minha vida e, certamente, pode mudar a sua! Parabéns à UJS e parabéns a todos nós, militantes, que a construímos todos os dias!"

Fernando Borgonovi
Diretor de Organização da UJS

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pacto pela Juventude tem novas adesões

Candidatos de todo o país assinam documento se comprometendo com as demandas dos jovens brasileiros.

Já são 22 as candidaturas comprometidas com o Pacto pela Juventude em todo o país. Durante o último mês de campanha, diversos movimentos da sociedade civil estão convocando reuniões com aspirantes aos cargos do Executivo e Legislativo das eleições deste ano para sugerir a adesão ao documento que traz uma série de demandas, cujos objetivos são voltados à consolidação de políticas públicas para os jovens brasileiros.

Entre os novos signatários estão os candidatos a governador Tarso Genro, pelo PT do Rio Grande do Sul, e Wilson Martins, pelo PSB do Piauí, os candidatos a deputado federal Manuela D’Ávila (PCdoB/RS), Hélcio Silva (PT/RS) e Pedro Eugênio (PT/PE) e os candidatos a estadual Rui Falcão (PT/SP), Raul Carrion (PCdoB/RS) e Tani Vieira (PT/SP), entre outros.

O número de envolvidos, porém, pode e deve ser maior, a fim de encorpar o movimento e manter sempre em pauta o protagonismo juvenil na agenda política. As instruções de como conseguir a adesão de seu candidato estão no site da campanha, assim como os documentos necessários para que a atividade seja contabilizada, cadastrada e divulgada.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Skatistas de Campos exibem filme no CineCufa

Skatistas, membros da organização de Campos Overcommin skateboards, exibirão seu segundo filme sobre o esporte no CineCufa, no dia 1º de setembro, no Rio.

Com espírito de aventura, skates a postos e uma câmera na mão, além de um visual alternativo, cabelos para lá de diferentes e muita coragem na bagagem, para realizar saltos e manobras mirabolantes, skatistas de Campos mostram talento e ousadia em terras cariocas. A Overcommin skateboards teve o filme “Habitat natural” selecionado para o CineCufa, Festival Internacional de Cinema. Produzido em Campos por skatistas da cidade, o filme tem duas horas de duração e será exibido no dia 1º de setembro, às 17h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro.

Overcoming skateboards é uma mídia independente de skate e vídeo, fundada em 27 de agosto de 2006, em Campos dos Goytacazes, a partir daidéia de cinco skatistas, Jhony Nunes, Kelvin Klein, Nathan Duarte, Walter da Silva, Nicholas Slim. Tem como prioridade andar na rua e como objetivo, filmar e divulgar o skate campista para o Brasil, através de seus vídeos. A mídia já tem dois filmes lançados, “Nossa identidadde” (2007) e este, “Habitat natural” (2008), além de vários curtas disponíveis no Youtube.

— Neste festival rolará vários debates com cineastas brasileiros e também com o Rapper MV Bill, entre outras atrações. Para nós, participar deste festival é uma honra, principalmente, pelo reconhecimento de nosso trabalho e propósito de disseminar no país o skate campista.
Estaremos representando a cidade e esperamos poder exibir o filme também aqui, com apoio de nossos conterrâneos — declara Kelvin Klein.

Skate

Considerado um esporte radical e criativo, cuja proficiência é verificada pelo grau de dificuldade dos movimentos executados, o skate foi inven-tado na Califórnia, nos Estados Unidos da América. O praticante deve des-lizar sobre o solo e obstáculo, equilibrando-se em uma prancha denominada shape (que, em inglês, é conhecida como deck), com rodas pequenas e dois eixos de trucks.
Skatista é o nome dado ao praticante do esporte no Brasil. Em Portugal, é denominado skater.Os interessados em conferir a performance de nossos meninos skatistas e reforçar o time de admiradores do filme “Habitat natural” podem se dirigir ao CCBB, localizado à Rua Primeiro de Março, número 66, no Centro do Rio de Janeiro. A entrada é franca.

Da periferia para o mundo

O CineCufa é um festival internacional de cinema, que exibe somente produções criadas por moradores de favelas, promovendo inserção e visibilidade de novos produtores no mercado de exibição cinematográfica. O evento, que vem sendo bem sucedido, é organizado pela Central Única das Favelas (CUFA).

Reportagem do jornal Folha da Manhã

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Estudantes cobram mais avanços no ensino técnico


Mais de 500 estudantes lotaram o ginásio do Instituto Federal de Tecnologia do Rio Grande no Norte IFRN, em Natal, na manhã da segunda-feira (26), para a abertura do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET).

O encontro que visa debater as principais questões referentes ao ensino técnico no Brasil, teve inicio às 10h e contou com a presença de diversos representantes e segmentos responsáveis pela qualidade e melhoria da educação pública em nosso país.

O presidente da UBES, Yann Evanovick saudou os delegados e convidados do evento. Ele ressaltou o papel fundamental da UBES na construção da democracia em nosso país e na luta diária pela qualidade do ensino médio, principal responsável por alavancar a continuidade de perspectiva do estudante em concluir seus estudos e aprofundá-los.

A presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) também deixou um recado à plateia. Elisangela Lizardo falou da importância dos estudantes secundaristas, chamando-os de “futuros cientistas” co-responsáveis pelo progresso e futuro do país. Para ela, o desenvolvimento e o sucesso do Brasil estão relacionados diretamente aos investimentos na educação pública de qualidade. Elisangela afirmou também a importância de bolsas de iniciação cientifica para o ensino médio e tecnológico, fundamentais para que se tenha mais pesquisa, e com isso, mais empregos e mais geração de renda.


Fonte: Paulo Tonon